
Ainda há muito receio nos pais na hora de escolher o berçário. O primeiro entrave é a sensação que alguns pais vivenciam de abandonarem seus filhos em um mundo cruel e inóspito, e os riscos que essa atitude possa causar em relação à integridade física de suas crianças. Outra ilusão que se cria é de que se a criança esperasse até os 2 anos para entrar na escola, ela poderia contar se alguém judiasse dela.
Outras perguntas que pairam no imaginário dos pais:
Pena, culpa, tristeza, sensação de abandono, de crueldade são emoções que interferem na clareza e na beleza desse momento de transição que é necessário, deve ser natural e, em algum momento, inevitável e sem volta.
Atualmente, a meta é o estímulo ao aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida. Assim, pelo menos até o 6º mês, seria interessante a mãe ficar em casa com seu bebê. A partir daí, a melhor hora é a que for a necessária (mãe voltando ao trabalho após a licença-maternidade) ou a que a família julgar melhor (para estímulo) ou aquela em que a própria criança demonstra necessidade de contato com outras crianças. Uma idade muito aceita para esse evento é a de 2 anos. A partir de então, a criança poderá aproveitar mais todas as atividades que as escolas podem oferecer.
Mas afinal, o que deve oferecer um berçário bem escolhido?
Mais uma resposta de difícil consenso. Tudo vai depender das expectativas, dos valores da família, das propostas que as escolas apresentam e da maturidade e idade das crianças. É mais produtivo que esses fatores estejam em harmonia.
Métodos tradicionais de ensino, mais rígidos, com mais regras e disciplina ou ensino mais liberal, com atividades em grupo, estimulando a sociabilização e a independência?
Um berçário bem escolhido deve oferecer oportunidades. As crianças devem ter a chance de desenvolver seus potenciais, sem ser "forçadas" a nada para que não estejam preparadas. Os seus pontos fortes devem ser descobertos e incentivados e suas fragilidades podem ser protegidas e apoiadas para que possam evoluir de uma forma saudável e serena.
Mas, acima de tudo, o berçário deve privilegiar a atividade mais importante dessa fase para que a criança cresça feliz: o brincar, muitas vezes descompromissado e outras vezes seguindo uma linha educacional, mas, sempre, "brincando". Os ideais sempre buscam uma escola que seja produtiva, eficiente, séria e se esquecem do lazer, do prazer, do brincar.
É importante que a filosofia do berçário, que há tempos deixou de ser um "depósito de crianças", tenha coerência com os ideais da família. Espera-se profissionais bem preparados em todas as áreas (higiene, saúde, ensino) e um espaço adequado, quer seja para dias frios e chuvosos, quer seja para dias mais quentes.
Higiene, alimentação adequada (sem estimular o consumo alimentar excessivo, que tem aumentado o índice de obesidade infantil a níveis alarmantes), respeito ao desenvolvimento individual.
Outros fatores que precisam ser levados em consideração na escolha da escola:
A localização da escola e sua facilidade de acesso, sua estrutura física, a alimentação, os horários, segurança e higiene, a orientação pedagógica da escola e suas atividades educacionais e seus custos mensais entre outros.
Fonte: http://www.doutormoises.com.br/educacao/a-hora-do-bercario.aspx#o-que-deve-oferecer-um-bercario-bem-escolhido
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Marisa C.
AutoraMarisa Coiado Bressan, atua na educação há 19 anos. É graduada pela PUC-SP em Pedagogia - Licenciatura Plena Habilitação em educação infantil. Pós graduada pela PUC-SP em Psicopedagogia Clínica. Já exerceu cargos de Coordenadora Pedagógica do ensino infantil e Diretora Pedagógica.